|
|
Quinta-feira, Outubro 30, 2008
DEPOIS DAS URNAS, AS MÁSCARAS COMEÇAM A CAIR
Fato (amplamente previsto): ganhou o Kassab. São Paulo, o estadão atrasado, comprova sua vocação.
Porque São Paulo (principalmente a capital) não pode ficar sem um Maluf. Já que o original está velho e desgastado, cadáver insepulto que insiste em bravatear obras e mais obras (inúteis, feias, superfaturadas etc.), que se escolha um novo, novinho em folha.
Até nas três silabas do nome exótico, terminado em consoante, são idênticos Maluf e Kassab. Divergem, apenas, quanto à vida pessoal: o primeiro mantém um casamento quatrocentão e reforça os laços familiares, enquanto o segundo (olha o modernismo sendo mais uma vez deglutido!) é solteiro e gay. Aliás, ser homossexual é a única qualidade do novo (velho) alcaide (não sei por que tenta escondê-la!). Porque defeitos ele os tem todos de sua matriz política, embora sejam de partidos diferentes.
Criatura de Serra (que, dizem as más línguas, não o queria como vice, mas acabou adotando-o), será que tentará vôos solos ou permanecerá conduzido pelos fios (quase) invisíveis do Palácio dos Bandeirantes? O futuro dirá, já que a outra criatura (essa diretamente do Maluf original, o famigerado Pitta) tentou romper os fios e deu no que deu: era incompetente até na roubalheira e deixou a cidade em estado de calamidade (foi a Prefeitura que a Marta resgatou e que a mídia ignorou, para favorecer a nova criatura).
Como sempre, a mídia paulistana deu seu espetáculo à parte: manteve-se firme na defesa dos interesses da direita conservadora capitaneada pelo PSDB-DEM, com a cara de pau que lhe é notória. Sem meias palavras: Marta e PT, não! E o povo, coitado, votou embalado por um produto, o Kassab, muito bem embrulhado para presente por um marketing (justiça seja feita) extremamente competente.
Aliás, manipular as mentes é competência antiga da velha e boa classe conservadora e direitista: aprenderam a lição, não só com os republicanos dos Estados Unidos (como muito bem nos alerta o Azenha em seu blog), mas também com aquele marqueteiro famoso que levou os alemães no bico, na década de trinta (mas isso é tão antigo, que ninguém se lembra mais, só os judeus).
Misturado ao sangue liberal do PSDB, conseguiu-se camuflar muito bem do DNA do DEM os vestígios da OBAN (pesquisem, por favor, pesquisem: Operação Bandeirante), o DOPS (olha o Google aí, gente!), o DOI-CODI (o que é isso, mesmo?), que são, na verdade, os grandes vencedores dessas eleições, na capital atrasada (politicamente) do estadão atrasado e locomotiva do Brasil (hélas!).
A truculência foi substituída pela cara sorridente do alcaide, o construtor de hospitais, o pai da cidade limpa (um programa, diga-se de passagem, muito elogiado, que limpou a cidade de São Paulo de outdoors, de propaganda poluidora etc), o tiozinho da periferia (que votou na Marta, mas perdeu feio). Trocou-se o físico pelo psicológico, a porrada e a intimidação pelo marketing, pela sutileza de reportagens bem urdidas para enganar e provocar, pela mentira mil vezes repetida (como naquele velho chavão nazista, lembram?).
Seu sorriso colgate, sua postura macha e dinâmica, seu ar de homem que faz, exaustivamente ensaiados nos estúdios dos marqueteiros, colaram como máscara ao seu rosto.
Mas, máscaras caem.
Já na terça-feira, o valoroso e combativo (pelos direitos da direita, claro) jornal O Estado de São Paulo já estampava em primeira página: Kassab prepara governo voltado à periferia para tirar redutos do PT!
Fica, assim, mais do que claro aquilo que sempre foi óbvio: não é um governo preocupado com a situação da periferia, voltado aos interesses dos mais desassistidos, consciente da necessidade de resgatar a população da miséria, do abandono, da rejeição das classes privilegiadas dos Jardins e adjacências a que se dedica com afinco o Kassab, sob o beneplácito de mídias, como o Estadão, a Folha e a mentira deslavada de revistas semanais, como a Veja.
Não! Ele vai voltar-se para a periferia, porque precisa tirar votos do PT!
E tirar votos do PT para quê?
Para que o ventríloquo do Palácio dos Bandeirantes consiga dar mais uma rasteira em seus pares (como deu no Alkmim, o picolé de chuchu) e comece sua trajetória rumo ao Planalto Central (hélas, trois fois hélas!).
Ou seja, desfazem-se todas as nossas dúvidas: o boneco Kassab deverá continuar boneco, por mais quatro anos. Pelo menos.
Máscaras caem e, com elas, a falta de vergonha da direita, da mídia e do DEM/PSDB paulista.
Obs.: Permitida e, até, incentivada a divulgação, desde que citados o autor e, pelo menos, o blog Veneno de Cobra.
E, agora, os nossos comerciais:
LUA QUEBRADA
Um romance entre o professor e sua aluna. Banal? Não o jogo de sedução e erotismo de Lua Quebrada. Além de todas as convenções, do alto grau de entrega e do encontro de dois mundos tão diversos, há um sutil jogo de poder entre os protagonistas que põe em cheque a relação entre homem e mulher, entre tesão e amor e, principalmente, entre a razão das convenções sociais e o desafio de quebrá-las em nome de um sentimento ao mesmo tempo tão irracional e tão humano quanto a velha e boa paixão.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24x7.
ISBN: 978-85-61590-45-1
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo:
http://www.biblioteca24x7.com.br (ÁREA, à esquerda, clique em : ERÓTICO).
LUA QUEBRADA: PARA INCENDIAR SUA IMAGINAÇÃO!
MEUS BLOGS:
Veneno de cobra:
http://www.venenodecobra2003.blogger.com.br
Blog do macaco:
http://blogdomacaco.blog.uol.com.br/
Futebol é vida:
http://www.futebolevida.blogger.com.br/index.html
Lua Quebrada:
http://luaquebrada24x7.blogspot.com/
Atenção! O Ministério da Verdade recomenda:
NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 1:38 PM
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
GRITO, SIM, CONTRA A BARBÁRIE
O Caderno 2 do Estadão traz, hoje (22.10.08), uma entrevista com Frans Krajcberg.
Já ouviu falar dele?
O escultor de 87 anos está inaugurando uma exposição em São Paulo. Reside na Bahia, em Nova Viçosa. Viu sua família ser exterminada pelos nazistas, na segunda guerra: meu único desejo depois da guerra era fugir do homem, diz ele. Conhecido internacionalmente por sua luta contra a devastação da natureza, usa troncos de árvores crestadas para denunciar crimes contra as matas brasileiras, principalmente contra a Amazônia.
Suas palavras contra a barbárie humana são sempre duras:
Não gosto de falar de meu trabalho como algo artístico. Meu trabalho é minha revolta, meu grito contra a barbárie que o homem pratica. Precisamos fazer parar essa barbaridade. Do ponto de vista artístico, precisamos ver que a arte ainda não conseguiu abrir a porta para o século 21. Estamos diante dessa grande evolução teconocientífica e de um vazio absoluto político. Esse é o meu grito, que posso dar com meu trabalho. Só meu trabalho pode exprimir minha revolta contra essa barbaridade que o homem pratica contra o homem. Nunca houve um século tão bárbaro como o 20. E se continuar assim, o 21 vai chegar à barbárie mais violenta.
Assino embaixo.
E não preciso citar as chacinas, os assassínios por motivos fúteis, as balas perdidas, a pedofilia, o encanto das classes médias e altas pelas drogas, os traficantes e suas queimas de arquivo, a violência contra as minorias ou, nos lares, contra as crianças e as mulheres; as queimadas, a poluição das águas que bebemos, do ar que respiramos, do solo em que plantamos; a pobreza, a falta de perspectivas de vida de imensas populações em toda a Terra, a desenfreada exploração do homem pelo homem, o trabalho escravo; a ilusão de religiões que prometem o paraíso em troca dos poucos trocados de seus seguidores empobrecidos financeira e mentalmente, as filosofias do ganho fácil, o terrorismo, o ódio entre oriente e ocidente, a falácia de todas, absolutamente todas, as religiões; as políticas belicistas de nações e líderes sem causa ou defensores do quanto pior melhor...
Enfim, vamos deixar de ser hipócritas: precisamos fugir desse homem que vem sendo moldado há dois mil, três mil, dez mil anos de pregação belicista e de culto à morte. Ou adotamos o respeito à vida e à natureza como o mais alto valor, acima de deuses, de religiões, de políticas e de políticos e de nações e filosofias, ou ainda teremos que dar razão a Krajcberg por muitos e muito anos.
Gritemos. Gritemos o mais alto possível contra a barbárie.
Obs.: Permitida e, até, incentivada a divulgação, desde que citados o autor e, pelo menos, o blog Veneno de Cobra.
Atenção! O Ministério da Verdade recomenda:
NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 2:34 PM
Quinta-feira, Outubro 16, 2008
ESTADÃO ATRASADO
Ainda corre por aí a velha piada de paulista. Alguém chega ao jornaleiro, pede um Estadão atrasado e recebe um mapa de Minas Gerais.
Hoje, no entanto, o grande eleitorado conservador (e atrasado) está justamente em São Paulo. A locomotiva do Brasil está num atoleiro só, e há muito tempo, aliás.
Uma sociedade formada longe dos modismos e internacionalismos da corte, tanto a capital quanto todo o estado se organizaram em torno da economia rural. São Paulo é fruto do mais profundo estamento social conservador, de bandeirantes caçadores de índios e de esmeraldas, de gente bruta que cavou cada centímetro de terra para construir suas casas, plantar suas roças e fincar suas raízes. Seu crescimento econômico foi, justamente, fruto dessa visão jesuítica de aparentar pobreza para amealhar riqueza.
Não à toa o barroco paulista é singelo e rude, se comparado com a exuberância de Minas ou da Bahia.
Enfurnada nas roças e nas fazendas, a sociedade paulista e, por extensão, a paulistana, à medida que ganhava força e poderio, ficava para trás em termos de valores filosóficos e políticos, fechada em si mesma, olhando com desconfiança um País que crescia meio aos trancos e barrancos ao som do samba e sob certa malemolência malandra cheia de improvisação. Enquanto, aqui, se dava duro. Sem choro nem vela.
São Paulo, a capital, conseguiu maquiar o conservadorismo com movimentos como a Semana de Arte Moderna, que sua sociedade soube tão bem soube deglutir, porque, afinal, eram os modernistas filhos peraltas da classe dirigente. Podiam tirar um pouco da teia de aranha das mansões da Paulista e dar à cidade um ar de intelectualidade up to date com um mundo que ela, a sociedade rica dos barões do café, admirava de longe e sonhava tornar-se, naqueles dias longínquos de 1922.
Antropofagicamente, a cidade assimilou o moderno. A seu modo: com o gigantismo de prédios e avenidas e o poderio de sua indústria, somados à força agrícola que vinha do interior e atravessava a capital para o porto de Santos. Estradas foram abertas, o dinheiro circulou fácil, e o Estado inteiro viu chegar o século XXI sob o signo da cana e da informática.
Antropofagicamente, paulistas e paulistanos assimilaram o moderno. A seu modo, porém. É só ir a qualquer cidade do interior e veremos os caipiras de hoje usando jeans, camiseta e grifes da moda, reunidos em bares universitários para curtir o som de bandas de música country, ou caipira, mesmo, sem nenhum pudor. E cultuar e cultivar os mesmos valores de seus pais, dos pais de seus pais, dos fundadores caçadores de bugres.
Se a capital desdenha um pouco essa moda e esses modismos, não fica atrás, no entanto, no culto aos mesmos valores da chamada sociedade quatrocentona. E votam segundo os ditames de jornais centenários e de vetustos velhinhos a fumar charutos atrás de mesas de jacarandá em escritórios da mesma Avenida Paulista dos antigos barões, puxando o fio dos negócios conduzidos por seus acólitos ou sucessores na Berrini, vestidos com ternos Armani e engessados em suas torres de vidro e aço.
São Paulo (tanto o Estado como a Capital) teve sempre governantes saídos das classes dominantes, como filhos legítimos ou adotados. E nesses últimos quarenta ou cinqüenta anos não foi diferente: quase todos herdeiros políticos das mesmas idéias muito bem engendradas pelos fundadores, desde os biônicos do golpe de 1964 (obviamente conservadores até a raiz dos cabelos, quando os tinham) até os mais recentes que, embora eleitos pelo povo, foi sempre um voto extremamente conservador, com um ou outro repente modernizador, como a dizer que somos, sim, os paulistas e paulistanos, um povo que admite algumas loucuras como as dos moços de 22, mas sem exagero, por favor, nada de muito radical.
Por isso, não há qualquer surpresa no resultado das eleições desse ano de 2008. Vencerá, na capital, como venceu no interior, mais uma vez, o voto conservador, o voto da direita que, antropofagicamente, deglute muito bem certos modernismos, mas não deixa que São Paulo perca, no contexto político da Nação, o posto (que se atribuía ao Estado vizinho, por gracejo) de Estadão atrasado, muito atrasado.
Sem qualquer graça.
Obs.: Permitida e, até, incentivada a divulgação, desde que citados o autor e, pelo menos, o blog Veneno de Cobra.
E, agora, os nossos comerciais:
LUA QUEBRADA
Um romance entre o professor e sua aluna. Banal? Não o jogo de sedução e erotismo de Lua Quebrada. Além de todas as convenções, do alto grau de entrega e do encontro de dois mundos tão diversos, há um sutil jogo de poder entre os protagonistas que põe em cheque a relação entre homem e mulher, entre tesão e amor e, principalmente, entre a razão das convenções sociais e o desafio de quebrá-las em nome de um sentimento ao mesmo tempo tão irracional e tão humano quanto a velha e boa paixão.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24x7.
ISBN: 978-85-61590-45-1
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo:
http://www.biblioteca24x7.com.br (ÁREA, à esquerda, clique em : ERÓTICO).
LUA QUEBRADA: PARA INCENDIAR SUA IMAGINAÇÃO!
MEUS BLOGS:
Veneno de cobra:
http://www.venenodecobra2003.blogger.com.br
Blog do macaco:
http://blogdomacaco.blog.uol.com.br/
Futebol é vida:
http://www.futebolevida.blogger.com.br/index.html
Lua Quebrada:
http://luaquebrada24x7.blogspot.com/
Atenção! O Ministério da Verdade recomenda:
NÃO ASSINE, NÃO COMPRE, NÃO LEIA, NÃO VEJA!
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 4:27 PM
Segunda-feira, Outubro 06, 2008
CATURRICES
Nesses tempos de Machado de Assis pop, não seria melhor falar em casmurrices? Seis por meia dúzia. A merda é que estou caturro, ou casmurro.
Enquanto meu cérebro trabalha a mil, menos vontade eu tenho de sair de casa e enfrentar a megalópole. São Paulo, a cidade, está, cada dia que passa, mais inviável. Mais difícil. A convivência entre humanos, numa taba sem infraestrutura (e minha caturrice se estende agora ao corretor de texto, que não aceita, ainda, as regras na nova ortografia. Nova?), torna-se penosa, conflituosa, confusa.
Nem vou falar do caos do trânsito, com seus motoristas e motociclistas arrogantes e estressados. Também não vou falar do transporte público caríssimo (dois reais e quarenta, por uma passagem de ônibus ou metrô!), saturado, mal distribuído, que trata os passageiros como bois em caminhão de matadouro.
E para que falar da falta de paciência e de educação das pessoas, nas ruas, nos trens, nos ônibus, nas lojas, nos campos de futebol? Essas malditas torcidas organizadas que reúnem um bando de gente violenta, baderneira e briguenta! Dessa gente quero distância.
E a poluição? Nas ruas, a sujeira de sempre, provocada por gente que não tem conceitos mínimos de cidadania. No ar, metais pesados produzidos por indústrias (hoje, menos), por automóveis e, principalmente, por caminhões movidos a diesel vagabundo, por ser, talvez, mais barato. Nos rios, os esgotos clandestinos ou não, e a sujeira pesada das indústrias que só pensam no lucro.
Enquanto isso, vota-se. Para prefeito e para vereadores. E candidatos a prefeito que não discutem o futuro da cidade, as políticas de macrodesenvolvimento, o destino, enfim, de milhões de pessoas. E candidatos a vereadores que só querem saber de uma sinecura, de um bom emprego, gente que, em sua maioria, não representa nem vai representar absolutamente nada e ninguém, a não ser a garantia de um bom emprego e de mordomias por quatro anos.
E o povo? Ah! o povo! Esse zé-povinho cada vez mais conservador! São Paulo sempre foi uma cidade conservadora, mas agora está pior. E o mocinho de sorriso colgate, fabricado por um competente marqueteiro, deve ser o vencedor, para continuar a obra de enganar essa gente. Pode o senhor (ou senhora? Vade retro veneno!) Kassab ser bonzinho lá pra turma dele, mas, tenha a paciência!, votar no DEM, esse partido de merda que queimou meus vinte anos de vida com a ditadura que matou, prendeu e exilou milhares e milhares de pessoas, já é demais.
Quem se filia ao DEM, ex-ARENA (já esqueceu, povinho?), ex-PFL (também já esqueceu, zé-povinho?) e vota nessa gente bom sujeito não é: ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Da cabeça, pra não lembrar o que fizeram com esse País. Do pé, pra não lembrar o quanto sofreram nossos fundilhos sob o esporão de calcâneo dessa malta de torturadores, de falsos elitistas, de sacanas, enfim, que criou, manteve e apoiou tudo o que de ruim aconteceu nesse País nos anos de chumbo!
Trânsito, superpolução, transporte ruim e caro, poluição, falta de educação e de cidadania e mais tantas e tantas mazelas dessa pobre e tão rica São Paulo a agente agüenta, mas de novo essa cambada a nos governar?
Tô fora, vou dar um tempo. Talvez bem longe, no interior. Que também é tão ou mais conservador...
Sem saída, fui assim mesmo. Com toda a minha caturrice. Ou casmurrice, que me perdoe o Machado.
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 2:30 PM
Quinta-feira, Outubro 02, 2008
TÉDIO DA VIDA
O tédio da vida. Tradição romanesca, cara a tantos poetas, escritores, filósofos e cidadãos comuns.
Absorventes de metafísicas inúteis.
Por que o tédio? Por que a desilusão de viver? Por que a descrença na vida?
O nada e o ser em constante diapasão opositor. Nada. Ser. Ser e nada.
Estupidez. Mera estupidez da tradição metafísica.
Tem o homem a mais complexa máquina de pensar, de sonhar, de imaginar, de criar: o cérebro. Com ele se sonham mundos. Com ele se imaginam soluções. Com ele se criam caminhos. E, sobretudo, com ele se pensa.
E pensar só é tedioso para os absolutamente imbecis.
Não pode haver tédio na vida, quando se tem um cérebro. Mesmo na mais profunda solidão, nunca se está sozinho, se podemos pôr para funcionar essa máquina magistral, se deixamos que os neurônios realizem a química do pensamento.
E se o cérebro sonha, pensa, imagina, cria e busca, ou seja, se ele trabalha sempre, não há estresse, a causa maior desse famigerado tédio da vida.
Tédio da vida é, portanto, fruto do estresse do cérebro, e o estresse é causado, por sua vez, pela falta de funcionamento dos neurônios, ou seja, por falta de trabalho. Um cérebro que trabalha vinte e quatro horas por dia, mesmo quando dormimos, é um cérebro sadio, que não pensa em tédio, que não se cansa da vida.
posted by ISAIAS EDSON SIDNEY 2:14 PM
|
 |